Produtores rurais de Mato Grosso do Sul que preservam áreas de vegetação utilizadas pela onça-pintada podem vir a receber pagamento por serviços ambientais, de acordo com um estudo conduzido pelo Instituto Onça-Pintada e outras instituições. A pesquisa, que usa dados do estado, identificou 14.197 propriedades em três regiões específicas, com população estimada de 1.457 onças e prejuízos anuais de US$ 13,1 milhões por predação de bovinos. A proposta inclui uma contribuição de até US$ 1,63 por animal abatido para custear as perdas.
O trabalho, publicado por pesquisadores do Instituto Onça-Pintada, da UFG, UFMS, Universidade Federal de Jataí, Tohoku University, IBICT e MPF, parte do princípio de que a conservação da espécie não pode depender apenas de parques e reservas públicas. Cerca de 95% da distribuição atual da onça-pintada está fora dessas áreas protegidas, em ambientes que sofrem interferência humana. Por isso, as propriedades particulares são fundamentais para a manutenção das populações do animal.
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